Alterações no âmbito da atividade clínica

As unidades funcionais de um estabelecimento hospitalar, segundo o novo
paradigma, serão um conjunto de serviços ou unidades ordenadas na lógica dos
processos clínicos; cada estabelecimento definirá, por deliberação
fundamentada, as unidades funcionais que constituem a sua organização
interna, com respeito portfólio ativo de serviços. Cada unidade funcional deve ter
seus recursos humanos, tecnológicos e financeiros programados anualmente. O
desafio para o estabelecimento será organizar-se em uma rede interna, que ao
mesmo tempo esteja articulada com a rede externa de saúde. Essa nova
organização implica em importantes modificações na área hospitalar. No novo
paradigma, dá-se relevância ao acolhimento dos usuários no hospital (portas de
entrada), ou seja, no sistema de admissão, consultas ambulatoriais e unidade de
emergência.
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Por outro lado, destaca-se também a plataforma tecnológica (conjunto de
unidades de apoio ao diagnóstico ou tratamento) pelo seu papel estratégico na
solução exigida pelo utilizador. As novas modalidades de atendimento das
clínicas médicas são consequência direta dessa dupla prioridade. A unidade de
emergência hospitalar também apresenta modificações importantes, derivadas
da tendência de privilegiar, pelas redes de atenção, modelos de atenção às
urgências não hospitalares, na Atenção Básica (SAPUS), ou por meio de
sistemas de atendimento pré-hospitalar.
Esses novos dispositivos devem fazer com que as unidades de emergência
hospitalar estejam cada vez mais “fechadas” à demanda espontânea e mais
voltadas para encaminhamentos de outros pontos da rede, principalmente da
atenção básica.